Introdução a Cromatografia

Inventada pelo botânico Mikhail Tsvet, a cromatografia é um processo de separação de compostos químicos que ocorre pela diferença de afinidades de transporte entre uma fase estacionária e uma fase móvel.

Para entendermos melhor esta definição é necessário compreender que os componentes químicos de uma solução, que pode ser líquida ou gasosa, possuem afinidades em maior ou menor grau seja com substâncias lipofílicas, ou com substâncias hidrofílicas.
A aplicabilidade da cromatografia pode ser classificada em dois grandes grupos, uma direcionada a purificação de compostos e outra a analise de substâncias, mas é claro que dentro dessas aplicações e com a evolução dos equipamentos hoje é possível até mesmo a seleção de filamentos específicos do DNA, por exemplo.

Existem algumas variações referente a forma com que a análise de cromatografia é realizada, que varia de acordo com o equipamento utilizado, ou o propósito da análise, por exemplo: se quero apenas identificar as estruturas químicas contidas no analito (substância que é analisada) ou se além de identificar eu também quero quantificar a proporção deste analitos na amostra, que é por exemplo, o que precisamos fazer para um óleo essencial.

Todas as técnicas de cromatografia possuem uma fase estacionária e uma fase móvel: sendo que a substância a ser analisada interage com as duas. A fase estacionária tem como finalidade, a grosso modo, servir de filtro para o analito, quanto maior a afinidade desta fase com a substância a ser analisada maior será o arraste e a interação uma com a outra. A fase móvel sendo esta imiscível ou inerte com o analito, tem a finalidade de permitir o arraste pela fase estacionária.

Exemplificando no óleo essencial existem diversos metabólitos secundários com estruturas químicas diferentes. No cromatógrafo a fase móvel será a responsável por fazer com que o óleo essencial “passe” pela fase estacionária e o percurso percorrido por cada metabólito do óleo essencial pode ser representado em um gráfico, mas especificamente por picos.

Para a identificação desses picos usa-se a comparação dos resultados da análise com outros resultados já conhecidos, como por exemplo, de modo suscinto digamos que estamos analisando um óleo essencial de Copaíba em que possuo altas taxas de concentração de Beta Cariofileno, ao passar no equipamento este metabólito gerou um pico, sendo que o laboratório consegue a partir de um padrão (de um pico que condiz exclusivamente com o pico do Beta Cariofileno) proporcionando sua identificação na amostra.

Na análise dos óleos essenciais a cromatografia gasosa é a utilizada, realizada por um cromatografia nela a fase estacionária é geralmente uma substância liquida ou sólida e a fase móvel um gás inerte e o equipamento que faz a análise o cromatógrafo a gás. Este método é ideal para analitos que são voláteis em temperatura ambiente ou seja os óleos essências, permitindo “ catalogar os metabólitos secundários contidos no mesmo.


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