Especialista diz que óleo essencial ajuda equilibrar corpo e mente

São Paulo – As qualidades medicinais dos óleos essenciais se destacam entre as aplicações da aromaterapia, considerada a ciência do uso de substâncias aromáticas naturais – uma arte terapêutica de causas e efeitos consagrados por 4 mil anos. Tecnicamente, pouco do que é popularmente chamado de aromaterapia poderia ganhar essa denominação. “Aromaterapia é a aplicação de óleo essencial, puro ou diluído, por meio de difusão, massagem, banho, fricção, pulverização, compressa, inalações e escalda-pés, com finalidade de tratamento”, explica o osmólogo Fernando Amaral, diretor científico da WNF, empresa que produz 18 óleos essenciais e fornece matéria-prima para 6 mil farmácias brasileiras.

Amaral estudou na Suíça e em 1995 voltou ao País em busca de novos ativos na biodiversidade brasileira. O trabalho com óleos essenciais produz efeitos curativos, não é um produto esotérico, e deve ser realizado com terapeuta capacitado nas técnicas. Usar um stick de lavanda para deixar o clima no escritório mais relaxante, no entanto, não vai curar estresse ou insônia. “Sou a sensação, a lavanda está aqui, mas não vou curar ninguém”, diz Amaral.

O especialista lançou a linha Aromagia para, segundo ele, combater o uso incorreto dos conceitos da aromaterapia. A aromaterapia teria surgido em 1928, quando René-Maurice Gattefossé queimou as mãos nos laboratórios de sua empresa de cosméticos e tentou resfriá-las mergulhando o braço em um recipiente que continha óleo de lavanda. Para sua surpresa, em uma semana estava curado. Isto o levou a investigar outras possíveis propriedades curativas dos óleos aromáticos e, por volta de 1937, ele criou o neologismo “aromaterapia”.

“Desde o dia em que nascem até quando morrem, as pessoas são bombardeadas por aromas, mas não costumam dar muita atenção”, ressalta a aromaterapeuta Samia Maluf, que usa terapia vegetal há quase 30 anos. Ela garante que as essências são capazes de ativar o sistema nervoso, ativando a memória. Cada aroma desperta lembranças que, aliadas às características de cada planta, gera ganhos terapêuticos para corpo e mente. “Os cítricos, por exemplo, são alegres, energizantes, antidepressivos”, diz.

Deborah Bresser

Matéria publicada no site: https://noticias.bol.uol.com.br/ciencia/2009/06/22/ult4513u2507.jhtm

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